Os Mistérios da Incrível Cervejaria Mad Dwarf

Março de 2017. Minha ida à Santa Catarina foi principalmente para conhecer o principal festival de cervejas artesanais da América do Sul, o Festival Brasileiro da Cerveja – Blumenau.

Sobre o festival, a Larissa escreveu aqui, mas este post é para falar sobre outra experiência cervejeira incrível.

Estou falando da Mad Dwarf.

Já adianto que não tive a oportunidade de visitar a cervejaria dos caras, que fica em Joinville. Refiro-me ao pub, que fica localizado próximo ao Passeio São Miguel, na cidade de Balneário Camboriú.

Conhecendo o Pub Mad Dwarf

Detalhe dos taps e balcão.

Ao entrar no ambiente, que é escuro e sem iluminação exagerada, sou recebido ao som de I Wish You Were Here, do Pink Floyd, que estava sendo executada por um talentoso artista na voz e violão. Clima perfeito.

Mas, de nada adianta o clima perfeito se a cerveja não se equiparar, certo? No entanto, o profissionalismo dessa cervejaria, desconhecida para mim até então, era de se notar muito antes de levar o copo ao nariz e à boca.

Além do som de qualidade, todas as 20 torneiras eram belgas (são as mais caras e que proporcionam uma tirada de chope bem cremosa) e o serviço no copo foi o ideal: copo de cristal com variações para os diferentes estilos, sem “chuchada” (enfiar o bico sujo da torneira dentro do copo para controlar a espuma) e com o colarinho na medida.

Uma cervejaria, mil estilos: essa é a Mad Dwarf

Para começar, o pedido foi de uma Rye Vienna Lager, estilo pelo qual tenho grande apreço, quando bem executada. Obviamente, não se trata do estilo mais complexo do mundo (até por isso foi minha primeira pedida) e, de cara, vi que a cervejaria Mad Dwarf era realmente diferenciada.

Coloração adequada, aroma de malte Vienna e de tostadinho, sem caramelo, ou frutas. Na boca a cerveja estava macia e cremosa – o que eu credito à adição de centeio e à extração por torneira belga – com paladar de malte perfeitamente equilibrado com o lúpulo, que por sua vez não roubava a cena do ator principal em momento algum. Ótima pedida para começar!

A sequência foi arrebatadora, e não descreverei com detalhes cada cerveja para não me alongar. Mas teve de tudo um pouco: Session IPA, American Dark Lager, West Coast IPA, Red IPA, Oud Bruin, Juicy IPA

Confesso que já estava um pouco pulverizado pelo álcool quando fui para o gran finale. A cerveja mais cara e mais aguardada da carta (100ml custava cerca de 20 reais, enquanto as outras 330ml custavam 15 reais): a Black Hole Cabernet, uma Imperial/Double Baltic Porter com 15% ABV maturada em barris que previamente haviam sido utilizados para vinho Cabernet Sauvignon.

Fiquei com receio de pedir a Black Hole Cabernet e “não lembrar” no dia seguinte, uma vez que já tinha bebido muitas cervejas, mas fui teimoso e resolvi encarar. E cara… QUE BOM que fiz isso! Foi uma das melhores experiências cervejeiras que tive na vida. Carbonatação bem baixa, álcool quase imperceptível (exceto pelo aquecimento posterior ao gole), uma textura licorosa e com um paladar que puxou bastante para a uva cabernet.

Como apaixonado por vinho que sou, pirei na cerveja e quase pedi mais uma. Infelizmente tenho uma responsável ao meu lado (a Larissa) que percebeu que era hora de parar. E realmente era.

Na bagagem, uma experiência incrível de uma cervejaria que faz tudo certinho. Excelente cervejeiro, excelentes cervejas, excelente ambiente, excelentes atendentes, excelente tudo!

O Retorno

Em junho, na minha volta a Balneário, a Mad Dwarf já era destino mais certo que a casa de meu pai, que divide sua moradia entre lá e Floripa.

Outra sequência arrebatadora dos mais variados estilos (quase a carta inteira era diferente dessa vez, já que os caras têm nada menos que 132 cervejas cadastradas no Untappd), outra sequência de música ao vivo de excelente qualidade e outra vez um gran finale à altura. Tudo parecido, mas diferente. Entende?

Desde que havia chegado, uma White Imperial Stout de 12% ABV me chamou a atenção. WHITE Imperial STOUT? WTF?

A White Imperial Stout e o tap list 🙂

Quando chegou a vez dela, mais uma vez fiquei impressionado com a proposta. É bem verdade que não se trata de uma cerveja muito esbranquiçada, tal qual o nome leva a crer, mas ainda assim, trata-se de uma cerveja complexa, com bastante aroma de café, sabor de uva verde e bastante madeira. Incrível, incrível e incrível.

Assim terminou a minha segunda visita a essa cervejaria incrível e que só veio ao Rio de Janeiro uma vez, para uma degustação específica.

Desde então estou em contato com os caras para tentar traze-la aqui para o Rio e vende-la no Bro’s Beer.

Se você tiver interesse em provar algumas das cervejas da Mad Dwarf, não deixe de comentar abaixo.  Quem sabe, mostrando para eles o interesse do pessoal, a gente consegue trazer essa experiência cervejeira impecável para terras cariocas e curte esses últimos dias de friozinho, ?

3 Comentários


  1. Eu quero esta cerveja na Bros Beer sim! Aguardo ansiosamente!!! Ela é feito pelo Rique? Vamos avaliar!!!

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  2. Não bebo, porém fui com uma amiga prestigiar um amigo que estava tocando lá e acabei provando e amandoooo… nunca gostei de cerveja mas aquelas ali são totalmente diferentes e saborosas mesmo, além do baita atendimento e conversa entre o garçom e minha amiga que já morou na Europa e conhece bem de cervejas

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