Cerveja IPA: Absolutamente TUDO sobre as Cervejas Amargas.

A Cerveja IPA (India Pale Ale)

Introdução ao mundo das cervejas amargas

A Cerveja IPA é – de longe – a mais querida entre os apaixonados por cervejas artesanais.

Donos de bares pelo mundo afirmam que a pergunta que mais recebem é: “quais IPAs estão plugadas hoje?”.

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Amor a segunda, terceira ou até vigésima vista!

No entanto, esse amor pelo lúpulo é diferente da grande maioria das histórias de amor que conhecemos. De modo geral, não é à primeira vista.

Pelo contrário. O primeiro contato com cervejas mais amargas costuma ser entristecedor e motivo certo para as mais diversas caretas. Por isso, é comum que o iniciante em cervejas artesanais crie para si uma verdade equivocada: “eu não gosto de IPA”.

cerveja ipa amarga
Eu apresentando as IPAs para os amigos pela primeira vez.

Entendendo o sabor amargo

Para entender melhor, gostamos de fazer a seguinte comparação: a evolução do paladar nas cervejas mais amargas assemelha-se muito àquela no mundo dos vinhos mais secos. De modo geral, quem nunca bebeu um vinho de qualidade costuma alegar que “gosta de vinho suave, mais docinho”.

No entanto, com o passar das degustações, cada vez mais a secura do vinho mostra sua razão de ser. Isso acontece também com cafés, chocolates, enfim, tudo que foge ao docinho acaba sendo recebido com um pouco de resistência pelo paladar.

Mas não se desespere, pois há uma explicação científica para isso.

De acordo com o Dr. Nicole Garneau, um geneticista do Denver Museum of Nature & Science, o paladar humano é um sensor sofisticado pré-programado para nos manter a salvo de possíveis ameaças.

O sabor doce é reconhecido pelo cérebro como bom, pois o açúcar representa calorias e calorias são necessárias para nos prover energia. Por outro lado, se o consumo de doce é excessivo, percebemos a entrada desse excesso não saudável de calorias. Logo, passamos a ver o doce como enjoativo.

O sabor amargo, por sua vez, é uma bandeira vermelha para o cérebro, avisando a você que o que está sendo consumindo pode estar envenenado e deve ser rejeitado. Por isso, os primeiros contatos com sabores amargos geralmente tendem a ser desagradáveis.

Outros exemplos:

Para dar uma maior amplitude a essa ideia, outros sabores fornecem sinais similares para o cérebro.

Tomemos o salgado e o azedo como exemplo.

Como o sal é necessário para o corpo, coisas salgadinhas tendem a agradar um número maior de pessoas.

O azedo, por sua vez, é associado automaticamente a coisas estragadas e impróprias para consumo.

Consequentemente, as Sours (ácidas, azedas) tendem a sofrer um preconceito inicial similar ao que recai sobre a cerveja IPA.

E por que passamos a gostar?

Se há uma resistência natural do ser humano ao sabor amargo, como é possível que a comunidade de hop heads e lupulomaníacos não pare de crescer?

Como é possível que haja festivais e eventos exclusivamente dedicados às cervejas IPAs?

Garneau diz que a explicação está no ambiente.

Influências externas podem ensinar o cérebro a superar predileções e aversões genéticas. É assim que acontece com o café, por exemplo.

Geralmente, quando crianças, não conseguimos acreditar que nossos pais bebiam café pela manhã por prazer. Era absurdo! Ninguém obrigava eles a isso. Eles simplesmente enchiam a xícara e bebiam voluntariamente aquele líquido preto horroroso!

Com o passar do tempo, fomos expostos ao café e muitos de nós, hoje, não conseguimos imaginar a nossa vida sem ele.

De acordo com Garneau, esse é o mesmo mecanismo que nos faz aprender a gostar das cervejas mais amargas. A exposição a essas cervejas irá mostrar ao cérebro que os alimentos amargos não irão matar você.

Pode ser que sejam necessárias 20 instâncias de exposição a alguma coisa até que o seu cérebro se recondicione para reconhecer que algo que era um potencial inimigo, agora passa a ser bem-vindo.

E geralmente é isso que aconteceu na vida da maioria das pessoas que hoje são apaixonadas pelo lúpulo (ingrediente responsável pelo amargor amargor e alguns dos aromas da cerveja).

Depois que você se acostuma com o paladar amargo, percebe que, em uma cerveja, o doce sacia rápido, enquanto o amargo pede um próximo gole. Um pouco de masoquismo? Talvez. O próprio cervejeiro da Dogfish Head brinca, dizendo que com o tempo nos tornamos um pouco “hopmasoquists”.

Experiência pessoal:

Eu mesmo, quando comecei a beber artesanais, criei para mim a verdade de que cerveja IPA era algo ruim. Lembro do Mondial de La Bière 2014, em que eu ia de stand em stand dizendo que eu queria qualquer uma que não fosse amarga.

Quando procurava cervejas nos mercados ou em e-commerces, logo procurava as de baixo amargor.

No entanto, várias pessoas afirmavam que era só insistir um pouquinho que logo eu iria passar a apreciar as cervejas mais amargas.

Dito e feito. Dei uma forçada de barra e umaS chanceS às lupuladas. Foi assim que finalmente me vi pela primeira vez sentindo prazer na refrescância proporcionada pelo amargor.

Contudo, confesso que não foi uma cerveja IPA de primeira.

Foi uma American Pale Ale/APA (mais precisamente a APA Cadabra, da Hocus Pocus) que abriu os meus olhos em relação às cervejas amargas.

Depois disso, ainda foi um trajeto relativamente longo até me considerar um IPA LOVER. No entanto, posso garantir àqueles que me leem e ainda têm alguma dúvida sobre se vale a pena: VALE!

Poucas coisas são tão apreciáveis quanto uma boa cerveja IPA. Especialmente se acompanhada de um prato bem picante.

Cerveja IPA no Brasil:

No Brasil encontramos diversas variedades de IPAs. Seja em exemplares mais comerciais como é o caso da cerveja IPA Baden Baden, ou da cerveja IPA Colorado Indica.

Já os exemplares mais “hypados” são produzidos pelas cervejarias Hocus Pocus, Seasons, Dogma, Octopus entre outras.

História:

A história desse estilo não é menos interessante que o seu paladar, mas sobre ela serei bastante breve para já adentrar as características principais dessas cervejas.

O surgimento da IPA se deu em um contexto em que a Inglaterra, na época da dominação sobre as Índias.

Passou-se a criar receitas com um maior volume de lúpulo (ingrediente que possui propriedades bacteriostáticas) e de álcool do que nas Pale Ales inglesas tradicionais.

Assim, a cerveja suportava o longo trajeto Inglaterra-Índia e podia atender os anseios dos soldados britânicos (primeiros hop heads registrados).

Inclusive, é daí que vem o nome e significado de IPA (India Pale Ale).

Classificações da Cerveja IPA – India Pale Ale

As subclassificações das IPAs podem ser alcançadas a partir de dois critérios: quanto à origem e quanto ao corpo.

Alguns também classificam a cerveja IPA pela cor. Porém, como Pale é “pálido” em inglês, refuto a classificação por cor em “Black IPA, Red IPA etc.”

Classificação da Cerveja IPA Quanto à Origem

As IPAs se dividem basicamente em English IPAs e American IPAs.

Atualmente, há um debate em curso sobre a existência de uma subdivisão dentro das American IPAs, o que você entenderá mais adiante.

English IPA

As English IPAs, tal como dito acima, são as pioneiras do estilo. Possuem uma base maltada bem definida, que traz ao paladar e ao olfato notas de biscoito.

São donas de um amargor alto, especialmente se comparadas com as Pale Ales britânicas tradicionais.

No entanto, é na procedência dos ingredientes utilizados que se encontra o principal fator de diferenciação entre as English e American IPAs.

De modo geral, lúpulos ingleses apresentam características mais terrosas e herbais, enquanto os americanos um perfil mais cítrico.

A English IPA é em geral uma cerveja IPA cremosa, com colarinho espesso, daqueles de deixar bigodinho de espuma após cada gole.

No quesito popularidade, versão americana da cerveja IPA, que veio a posteriori, ultrapassou em muito a tradicional inglesa. É sobre aquela que iremos tratar a seguir.

American IPA

Como dito anteriormente, a versão americana não é a primogênita, mas hoje ocupa as primeiras posições em todo e qualquer ranking de avaliação de IPAs.

Com os apaixonados por cerveja cada vez mais aficionados pelo lúpulo (seja no aroma, seja no amargor ou no próprio sabor), a escola americana de cerveja veio para ficar e seu carro-chefe definitivamente é a cerveja IPA.

Portanto, se comparada com a cerveja IPA inglesa, a americana se apresenta como uma cerveja mais forte no teor alcoólico, no sabor e no aroma.

Os lúpulos americanos possuem um perfil cítrico e fornecem um amargor intenso.

Agora, para entendermos melhor a versão mais famosa do estilo mais famoso do mundo, precisamos entender que há diferenças entre as American IPAs desenvolvidas na Costa Oeste e as desenvolvidas na Costa Leste dos EUA.

West Coast IPA x New England IPA
West Coast IPA (produzidas na costa Oeste)

A primeira cerveja IPA dos Estados Unidos surgiu na Costa Leste do país*, mas foi na Costa Oeste (cerca de um século depois, em 1965) que o estilo American IPA começou a trilhar o caminho de domínio no campo cena craft beer norte-americana.

*Refiro-me à Ballantine IPA, criada nos anos de 1870 e, hoje, marca explorada pela Pabst Brewing Co. (única cerveja IPA pré-proibição que continua a ser vendida nos EUA).

A West Coast IPA é um estilo em que a cerveja recebe enormes cargas de lúpulos cítricos americanos.

Por conta disso, possuem amargor intenso e alta carbonatação, para permitir uma maior difusão do seu aroma arrebatador. Importa notar também que o teor alcoólico vai um pouco além da média, girando em torno de 7% ABV.

cerveja IPA West Coast
IPÃo da porra! West Coast IPA produzia pela cervejaria brasileira Seasons em parceria com a americana Green Flash. Foto: manualdohomemmoderno.com.br
Expansão

2015 foi o ano de ápice das West Coast IPAs que transcenderam o mercado norte-americano e invadiram tanto locais que ainda estavam engatinhando no mercado das cervejas artesanais (como é o caso do Brasil, por exemplo), como também regiões acostumadas à moda antiga (e nem por isso pior) de se fazer cervejas (Europa).

Assim, a cervejaria californiana Green Flash passou a produzir na Bélgica, na tradicional Brasserie St. Feullien, para facilitar sua comercialização na Europa.

Além disso, a Stone Brewing Co. anunciou a construção de um mega complexo cervejeiro em Berlin, que atualmente já se encontra em funcionamento e faz bastante sucesso.

Mas engana-se quem pensa que não temos cerveja IPA nacional de alto nível. A Hop Lab Dead Shot Monk e a Seasons Holy Cow 2 (foto) estão aí para provar o contrário.

Caminho de sucesso:

O caminho até chegar a tamanho sucesso mundial, no entanto, não foi fácil. Para explicá-lo melhor, irei me socorrer de um artigo norte-americano publicado pela página First We Feast.

Segue uma tradução livre da publicação How the West Coast Style IPA conquered the World (leia o artigo original em Inglês clicando aqui):

Tudo começou com uma Pale Ale e um lúpulo americano chamado Cascade.

Um fazendeiro produtor de lúpulo e amigo de Fritz sugeriu que ele usasse uma nova variedade desse ingrediente chamada Cascade, que foi lançada em 1971.

O cervejeiro de San Francisco acolheu a sugestão, adicionando uma enorme quantidade de Cascade na fervura de sua produção e, então, uma dose adicional no dry-hopping para o aroma. Ele chamou sua nova cerveja de Liberty Ale.

(…)

Enquanto algumas pessoas amaram e outras odiaram, ninguém podia negar a novidade dos sabores e aromas trazidos pela Liberty Ale. “Quando nós provamos pela primeira vez aquela cerveja – e quando digo nós, me refiro a outros entusiastas por cerveja e cervejeiros caseiros – nós nunca havíamos provado nada sequer parecido com isso”, relembra Garrett Oliver, mestre cervejeiro da Brooklyn Brewery. E ele prosseguiu: “Nós conhecíamos o aroma do lúpulo, mas nós nunca havíamos conseguido fazer uma cerveja que realmente tivesse tanto aroma de lúpulo assim. Mesmo não sendo muito forte, Liberty Ale pode certamente postular pela posição de primeira American IPA moderna a existir.”

Por anos, cervejarias como Green Flash, Stone, Ballast Point, Sierra Nevada, entre outras eram a referência no que dizia respeito à American IPA. Porém, um outro modo particular de fazer American IPA começou recentemente a chamar a atenção de cervejeiros, entusiastas e apreciadores dos EUA e do mundo.

New England IPA (desenvolvidas na Costa Leste)
De onde vem o nome?

New England é uma região dos Estados Unidos que conta com seis Estados: Connecticut, Maine, Massachusetts, New Hampshire, Rhode Island e Vermont.

A NE IPA recebe esse nome justamente por ter surgido nessa mesma região.

Por coincidência, New England fica no nordeste dos EUA. Por conta disso, acabou que a NE IPA também passou a ser conhecida como Northeast IPA (“IPA do Nordeste”).

O surgimento das NE IPAs foi uma espécie de resposta para o estilo West Coast IPA, que até então dominava o cenário cervejeiro artesanal nos EUA.  Essas cervejas precisavam percorrer um longo trajeto até chegar às prateleiras da Costa Leste, o que nem sempre ocorria em condições ideais.

Hoje, as NE IPAs dominam os rankings de IPAs americanas e são objetos de desejo por sua qualidade e escassez. Como são cervejas que recebem altíssimas cargas de lúpulo, recomenda-se que sejam bebidas tão frescas quanto possível, para aproveitar todo o aroma advindo desse ingrediente.

cerveja ipa new england
A JJJULIUSSS da Tree House Brewing Co. é uma New England IPA e ocupa a primeira posição do ranking de American IPAs no aplicativo Untappd atualmente. Juuuuuicy! Foto: insuranceguybeerblog.com

Vamos ao estilo e ao motivo principal que justifica uma classificação apartada das demais American IPAs.

Análise sensorial:

Na aparência, costuma variar do amarelo palha até o marrom clarinho. É turva, dando a impressão de se tratar de um suco. Extremamente aromática e frutada, com notas de frutas amarelas maduras, como pêssego, damasco, melão e manga.

Esse caráter frutado vem por conta a) da levedura utilizada para fermentação dessa cerveja, sendo a mais famosa a levedura Conan, b) da técnica de lupulagem utilizada e c) de dosagens agressivas de lúpulos de aroma, como Citra, Mosaic, Azzaca e Equinox.

Além desse caráter extremamente frutado, as NE IPAs possuem uma diferença marcante das demais IPAs. A preocupação maior é com a explosão de aromas e não o amargor.

Na boca, ela tem um amargor bem suave e agradável, nada harsh (amargor rascante, incômodo). O dulçor vai de médio a alto, mais pela sensação do frutado. Percebe-se aqui o conhecido hop juice, que é o sabor do lúpulo (descontado o amargor).

As NE IPAs são ainda bem macias e cremosas, devido à adição de aveia. Elas têm um residual frutado e doce e são extremamente equilibradas, fazendo com que o álcool e o IBU fiquem bem inseridos.

Por conta da técnica de dry-hopping aplicada, uma parte do lúpulo não é filtrada, o que explica a turbidez da cerveja (ps: algumas pessoas atribuem à levedura a causa dessa turbidez).

Nesse estilo, experimente a Hocus Pocus Overdrive.

Classificação da Cerveja IPA quanto ao Corpo

O Corpo de uma cerveja é definido pela quantidade de açúcares que não foram fermentados e, assim, permanecem na cerveja. É percebido por meio do tato da língua (e não pelo paladar).

Cervejas de corpo baixo possuem textura mais aguada, enquanto cervejas de corpo alto possuem textura mais licorosa. Fazendo um paralelo com o leite, um leite desnatado possuiria corpo baixo, enquanto um leite integral possuiria corpo alto.

Session IPA

Trata-se da mais famosa e querida dentre todas as Session. Mas, afinal, o que seria Session?

 

O prefixo Session é utilizado para indicar que trata-se de uma versão menos intensa (em especial, menos encorpada e alcoólica) de um determinado estilo.

No caso da Session IPA, mantém-se o amargor e o aroma, porém reduz-se o teor alcoólico e o corpo.

Ou seja, Session não é um estilo propriamente dito, mas um conceito cervejeiro.

A origem do nome encontra-se na Inglaterra. Os trabalhadores ingleses tinham duas pausas no trabalho, que eram utilizadas para beber cervejas.

Essas pausas recebiam o nome de The Drinking Session. Como os trabalhadores não podiam ficar embriagados, porque obviamente atrapalharia o bom andamento do trabalho, optavam por cervejas menos alcoólicas.

No Brasil, por conta das altas temperaturas, este conceito de cervejas menos alcoólicas e com alto drinkability vem sendo muito aplicado. Por isso, é muito comum encontrarmos versões Session de cerveja IPA.

Uma observação importante a ser feita acerca das Session IPAs (bem como de qualquer outra Session), é que o fato de serem menos encorpadas e alcoólicas NÃO significa que sejam uma cerveja menos saborosa, ou pior.

As Session IPAs tendem a ser um estilo extremamente refrescante, com aroma intenso de lúpulos cítricos e frutados. Com isso, têm aptidão para agradar tanto a paladares mais avançados, quanto àqueles mais iniciantes.

Imperial/Double IPA

Se Session basicamente significa cerveja “atenuada”, quando falamos em Imperial ou Double estamos justamente no sentido contrário. Em um linguajar coloquial, podemos dizer que as cervejas Imperial/Double são aquelas “porradas”.

No caso da Imperial IPA não é diferente. É uma cerveja IPA “porrada” em todos os aspectos: aroma, amargor, corpo, álcool, tudo no mais alto nível. Parece quando um DJ, em uma mesa de som, sobe todos os botões de equalização ao máximo.

No Untappd, Double IPAs estão sempre entre as mais bem posicionadas no ranking geral. Isso demonstra que os apaixonados por cervejas artesanais dão muito valor a esse estilo.

E aí, curtiu? Achou que faltou alguma coisa ou gostaria de acrescentar alguma informação? Deixa aí nos comentários, pois quando se trata de cerveja artesanal e de um dos estilos mais queridos do mundo, o assunto nunca esgota.

Outras variantes do estilo IPA:

Há ainda outras variações, como por exemplo a Brett IPA e a Brut IPA. Sobre aquele eu escrevi um artigo a parte, enquanto sobre este ainda estou estudando para trazer mais informações. para você.

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1 Comentário


  1. Adoro IPA! As tradicionais, de cor avermelhada. No entanto, fiquei curioso para provar essa JJJULIUSSS.

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