Curadoria de Rótulos para o Mondial de La Bière Rio feita pelo Rique

Amanhã, 05 de setembro, começa o tão aguardado Mondial de La Bière Rio. O evento vai até domingo, dia 09, e conta com mais de 1500 rótulos disponíveis este ano. É muita cerveja!

Para te ajudar a não ficar completamente perdido por lá, fiz uma curadoria especial de cervejas que acho imperdíveis.

Seja porque são lançamentos fresquinhos, seja porque são difíceis de achar ou só porque eu curto muito e acho que você também vai gostar.

O evento acontece no Pier Mauá, no Centro do Rio.

Vem na minha sugestão de cardápio por estilo:

Trigo (Weiss/Witbier etc.)

4 Estações Vivaldi (Weiss): umas das melhores Weisses cariocas;
Soul Terê Weiss: outra Weiss muito boa, que conheci há pouco tempo, mas que está muito bem executada.
Seasons Basillicow (Witbier com manjericão): pra mim, a melhor Witbier do Brasil, com quilômetros de distância para o segundo lugar;
Weihestephaner Vitus (Weizenbock clara): cerveja difícil de ser encontrada on tap e é um dos meus xodós gringos. Para mim, o melhor exemplar da cervejaria mais antiga do mundo;
Weihestephaner Hefe-weissbier: Outra cerveja da cervejaria que data de 1040. Para mim, é a grande referência do estilo Weiss.

Leves (Pilsner/Premium Lager/Helles etc.)

Hop Lab Blank Mind Monk (Czech Pils, estará plugada no estande da Beer Underground): grata surpresa da cervejaria Hop Lab. Para mim foi um dos lançamentos do ano e não é à toa que ocupa a terceira posição no ranking mundial do estilo;
Ethos Peter Pils (German Pils com Sauvin): não conheço muito do trabalho da Ethos, mas achei que a combinação de German Pils com o delicioso (e caríssimo) lúpulo Nelson Sauvin tem tudo para dar certo. Quero provar!

Torradas (Stout/Porter/Imperial Stout/Imperial Porter etc.)

Capa Preta Pistache Porter: tudo que a Capa Preta faz é bem feito. Amo pistache. Amo porter. Precisa falar mais?
Collab Bottobier e Zuhause Imperial Stout com amendoim: Imperial Stout com amendoim é um estilo que me interessa muito. Além disso, gosto bastante das receitas do Botto;
Seasons Porter da Esperança: Sou fã assumido da Seasons e, como disse acima, amo Porter.
Quatro Graus Stout in a Nutshell (Russian Imperial Stout): mesmo sendo parceiro de longa data da cervejaria Quatro Graus, ainda não tive a oportunidade de provar essa cerveja;
Backer 3 Lobos Bravo (Porter): essa pode até ser fácil de ser encontrada em garrafa, mas foram poucas as vezes que vi plugada on tap no Rio de Janeiro. Sempre que vejo, ela não me escapa!
Bodebrown Atomga Pão de Mel (Imperial Stout): nem sou muito fã de pão de mel, mas confesso que fiquei curioso;
Quatro Graus Black Anthrax Coffea 2018 (Brazilian Extreme Imperial Stout): pra mim, a melhor versão da Black Anthrax 2018.

Lupuladas (IPAs/Hoppy Lager etc.)

Bottobier Alquimia (Double India Pale Ale): pouca gente sabe, mas trabalhei por um tempo operando a KomBeertoon, uma Kombi que levava chopes da Beertoon para os eventos cervejeiros. A Alquimia era sempre a cerveja que fazia mais sucesso #bateusaudade;
Dogma Rizoma (Double India Pale Ale): elevou o sarrafo das IPAs brasileiras. Bebi apenas 1x e, sem dúvidas, é daquelas que merece um remember;
Dogma Citra Drop (American Pale Ale): gosto de APA. Gosto de Citra. Gosto da Dogma;
Seasons Green Cow (American India Pale Ale): sempre que tenho a oportunidade de beber uma IPA da Seasons, eu faço. Simples assim.;
Seasons Vaca das Galáxias (American DIPA): não é todo dia que vemos uma DIPA single hop de Galaxy, um dos lúpulos mais saborosos do planeta;
Brewlab IPACoatiara (IPA): receita feita com o amigo João Tortori, ainda não tive oportunidade de provar e dizem que está muito boa;
Oceânica Bright Sparkle (Brut IPA): quero ver se essa onda Brut veio pra ficar, ou se é passageira;
Thirsty Hawks Brut IPA (Brut IPA): idem;
Quatro Graus Entomology (Strong Oat Ale): Lúpulo e coco se mostrou uma combinação muito bem sucedida;
Colaborativa nordestina Fora do Eixo (Brut IPA, encontrada no estande da Ekaut): desde a Abyssal, me tornei fã incondicional da 5 Elementos, que é uma das cervejarias que participaram dessa colaborativa;
Motim Salém (NE Double Rye IPA): Cervejas “new england” precisam ter maciez, sendo que o centeio contribui para essa sensação. Então, acho que foi uma boa aposta d’O Motim usar esse ceral na composição da primeira NE da cervejaria.

Maltadas (Bock/Doppelbock/Barleywine/Red Ale/Brown Ale etc.)

Pontal Charlie Goes Nuts com Amburana (Brown Ale): bebi uma vez no festival Dive In. Estava maravilhosa e, sem dúvidas, vale o replay;
RockBird Reverberator (Rauch Doppelbock): gosto muito de cervejas defumadas e também das receitas do Afonso. Aposto que ficou boa!;
Quatro Graus e De Molen Cumaru&Cumaruboom (Barleywine com Cumaru e Amburana): na minha humilde opinião, a melhor cerveja da Quatro Graus.

Frutadas (Belgian Blond/Dubbel/Tripel/Quad/Strong Golden/ Saison)

Tripel Karmeliet (Tripel): a primeira cerveja que eu gostei na minha vida. Devo a existência da minha empresa e os rumos que minha vida tomou desde 2014 a ela!
La Trappe Blond (Belgian Blond): cerveja impecável e difícil de ser encontrada on tap;
Quatro Graus Quintuppel (Quadrupel): muitos criticam, mas eu adoro. Acho que o tempo fez muito bem à Quintuppel na garrafa e quero conferir se o mesmo aconteceu com ela on tap;
La Trappe Dubbel (Dubbel): cerveja impecável e difícil de ser encontrada on tap (2);
W*Kattz Brut Saison (Saison): Brut Saison? what porra is that?;
Halve Maan Straffe Hendrik Quad (Quadrupel): não conheço, mas dizem ser uma das referências belgas para o estilo.

Barrel Aged

Dádiva Brewers Cut (American Sour): recebi um e-mail do cervejeiro da Dádiva falando sobre essa cerveja. Resumindo aqui, parece ser doi-dei-ra;
Coza linda Wood Aged Sour: essa cervejaria é bem próxima da casa do meu pai e, mesmo assim, nunca bebi nada deles. Tá todo mundo falando bem das Sours dos caras;
Bodebrown Saison Montfort au Chardonnay (Saison): Dica do @horadebeber;
Bodebrown Montfort Flanders Red: dica do @horadebeber;
Oceânica Wild Ruby (Red Flanders): melhor cerveja que já provei da Oceânica. Maravilhosa. Uma Red Flanders como dificilmente vemos aqui no Brasil;
Stone Brewing Arrogant Double Bastard Bourbon Barrel Aged: vontade de provar essa ignorância em forma de cerveja;
Thirsty Hawks Ginga (Specialty Wood Gin Barrel Aged): uma das melhores cervejas do Rio Craft Beer, merece o repeteco;
Oceânica Wild Sea (tripel barrel aged): não sou fã da Delicate Sea – tripel da cervejaria Oceânica, mas é IMPRESSIONANTE como a madeira fez bem para essa cerveja. Ficou animal!
Dádiva Odonata 7 (RIS envelhecida em barris de jaqueira): quero conhecer a linha odonata;
Dádiva Odonata 8 (RIS envelhecida em barris de jequitibá): quero conhecer a linha odonata (2);
Dádiva Odonata 9 (RIS envelhecida em barris de bálsamo): quero conhecer a linha odonata (3);
Dádiva Odonata 10 (RIS envelhecida em barris de amburana): quero conhecer a linha odonata (4).
Antuerpia Kremlin Reserva 2 (Russian Imperial Stout)

Sour

Cozalinda Pedras do Itaguaçu (Lambic inspired): cerveja muito bem recomendada por vários amigos que foram ao Festival Brasileiro da Cerveja;
O Motim Canudos Brasil Amburana (Saison): Canudos na madeira é sinônimo de cerveja foda.

E aí, faltou alguma coisa? Qual é a lista de vocês para esse Mondial? Comenta aqui embaixo.

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