Curadoria de 45 Rótulos para o Mondial de La Bière Rio 2019 feita pelo Rique

Hoje, 04 de setembro, começa o Mondial de La Bière Rio 2019. O evento vai até domingo, dia 08 de setembro, e conta com mais de 1000 rótulos de cervejas este ano (confira o cardápio completo clicando aqui).

Tem muito lançamento legal e também a volta de algumas cervejas que já não víamos há algum tempo.

Para te ajudar a não ficar completamente perdido por lá, fiz uma curadoria especial de 45 cervejas que acredito que vão arrebentar no festival.

É a mesma lista que eu vou utilizar para me guiar lá dentro. Confere aí:

Leves:

  • Brynja (Thirsty Hawks): West Coast Lager – Não conheço a cerveja, mas gostei da proposta. Em um festival com muitas cervejas pesadas, servirá para limpar o paladar com qualidade.
  • Hop Lager (Enseada): Excelente Hop Lager. Tive oportunidade de beber no sábado e está fresquíssima. Ótima opção entre uma pedrada e outra.

Lupuladas:

  • NÉ Não (D’alaje): Já que Kveik está na moda, por que não experimentar uma da D’alaje, né não?
  • Even mo Ever mais (EverBrew): New England Double IPA collab com a Sandy City de Nova York. Fez um grande sucesso quando lançada na gringa e depois repetiu o sucesso aqui no Brasil. 
  • Super Nelson (Croma): você diz “A Croma só faz NE IPA”. Eu escuto “A crimi si fiz NI IPI”. Sim, a Croma faz muita NE IPA. E que bom, pois os caras definitivamente sabem o que estão fazendo.
  • Overdrive (Hocus Pocus): Simplesmente a melhor do Brasil.
  • Derealization (Hocus Pocus): Uma West Coast IPA não filtrada produzida no método SMASH (Single Malt, Single Hop), sendo o malte Maris Otter e o lúpulo Mosaic.
  • Smells Like Hop Spirit (Cevaderia): a primeira NE IPA da boa cervejaria Cevaderia. Quero experimentar!
  • Misty Morning (Overhop): NE Double IPA fermentada com Kveik. Gosto bastante das IPAs da Overhop e estou curioso para experimentar essa novidade dos caras.
  • Demonho Tocando o Terror (Serpentina): baita Imperial IPA da cervejaria Demonho. 14g/L de dryhopping de Citra e Simcoe para deixar a cerveja cítrica e resinosa.

Frutadas:

  • Averbode (Buena Importadora): clássico é clássico e vice-versa. Eu sou apaixonado por essa Blonde, que é da mesma cervejaria que produz a Delirium Tremens.
  • Sunset Madame Tata (Serpentina): baita cervejaria de Santa Catarina e que dificilmente chega ao Rio de Janeiro. Madame Tatá é uma Saison e é uma das receitas mais celebradas da Sunset.

Maltadas:

  • Reserva do Proprietário (Backer): a melhor cerveja produzida por uma cervejaria maiorzinha no Brasil. Vale experimentar se ainda não tiver provado.
  • Macadamia Punch (Brewlab): a Brewlab vem fazendo um trabalho excepcional e não tenho dúvidas de que a primeira Pastry Stout da cervejaria vai dizer a que veio.
  • Salvador Cookie (Serpentina): se tem Salvador plugada, eu beberei.
  • Salvador Engesa Oil Coconut (Serpentina): vide anterior.
  • Salvador Espresso Hazelnut (Serpentina): vide anterior.
  • Sunset Black Rhino (Serpentina): meus amigos de Floripa me indicaram bastante a cerveja. Quem foi ao FBC também elogiou bastante. Vou por indicação.
  • Paranoid About Popcorn (Three Monkeys): sensação do BFF em fevereiro e a primeira a esgotar. Realmente o resultado ficou bem legal. A prova de que não é preciso drinkability alto para que a cerveja seja foda.
  • Paranoid About Maple (Three Monkeys): confesso que não curti tanto essa cerveja no BFF, mas disseram que mudaram a receita, então quero ver qual é!
  • The Stoned Ape Theory (Hocus Pocus): provamos essa no Oceânica Dive In deste ano e estava bem maneira. Bananada líquida e alcoólica. Vale o repeteco!
  • Prog 100 (Hocus Pocus): uma Barleywine inspirada no prato de café da manhã French Toast (a rabanada gringa). Recebe adições de baunilha e canela e tem 14% ABV.

Sours:

  • Sour Mojito (Enseada): provei essa cerveja neste último sábado antes do Mondial. FO-DA.
  • A Noi que o Cupuaçu Abunda (Noi): tem que ter coragem para lançar uma cerveja com esse nome. Tem que estar boa.
  • Sour-dum (Wonderland Brewery): Sour Ale com Cupuaçu e Cacau. Quero ver como a Wonderland vai se sair com suas primeiras receitas Sours.
  • Sour-dee (Wonderland Brewery): Sour Ale com Morango e Cupuaçu. Gosto muito dessa combinação quando peço um suco no Balada Mix. Acredito que pode ter ficado bom na cerveja também!
  • Julie Sour (Brewhood): até hoje só tomei receitas mais simples da Brewhood e todas eram bem feitas. Estou curioso para experimentar uma mais fora da caixinha.
  • Pina Colada (Pontal): gosto do drink, gosto da cervejaria. O desafio é não ter deixado a cerveja ficar enjoativa, mas a expectativa está boa.
  • Louis (Criatura): receita ousada da boa cervejaria Criatura. Uma Sour Ale com caramelo e baunilha, simulando a sobremesa francesa Crème Bruleé (provavelmente errei no acento). Quero ver como ficou o resultado final.
  • I’m Sour, Baby (Three Monkeys): gosto de todas as versões da linha I’m Sour, certamente vou experimentar essa com Marshmallow.
  • Prog 98 (Hocus Pocus): uma Pastry Sour com coco tostado, framboesa e lactose.

Outras:

  • WTF is Reingetsgebot (D’alaje): uma proposta ousada e que provavelmente vai remeter ao café da manhã típico norte americano, com notas defumadas – remetendo ao Bacon e o Maple remetendo às Pancakes.
  • Ensada Mellon Jamon (Enseada): estilo desconhecido, promessa de paladar exótico. Se a proposta da cerveja artesanal é a diversidade de sabores, aromas e experiências, por que deixar algo tão diferente de fora dessa?
  • Lemon Pie (Overhop): uma colaborativa com os bros da Narreal e que parece ter ficado erpetaculè. Leite condensado, limão, baunilha e raspa de limão em uma Sour IPA.

Barrel Aged:

  • Tutti Frutti Barrel Aged (Cervejaria Dr. Otto): provei na Bro’s Party em julho e no Aniversário de 1 ano da Doutor Otto em Agosto. Ela passou esse intervalo no barril e foi incrível a evolução que a breja teve.
  • Aristocrat Vintage 2018 (Brewlab): das melhores cervejas produzidas no Rio de Janeiro e em todo Brasil. Para mim é obrigação provar em qualquer festival que vejo ela plugada.
  • Selvaggio (Noi): Wild Ale com 12,8% de teor alcoólico e fermentação espontânea em barrica de madeira que antes recebeu vinho do porto? Quero.
  • Nikita Cherry Hickey BA com Maple (Antuérpia): confio na Antuérpia quando o assunto é Barrel Aging e adoro Imperial Stouts com Maple.
  • Brewers Cut 2 (Dádiva): o trabalho que a Dádiva vem fazendo com barris é incrível. Não consegui provar essa ano passado, mas neste ano ela não me escapa.
  • Brewers Cut 3 (Dádiva): envelheceu bem demais essa cerveja. Tive a oportunidade de provar e certamente vale um remember. O preço também está ótimo.
  • Relic 2 (Dádiva): bebi essa em um bottle share realizado lá no Boteco do Raoni. Sensacional e também merece o repeteco.
  • Suddenly Brett (Overhop): versão barrel aged da Wee 80, cerveja feita em colaboração com 80 amigos e o Beer School. Após um ano de maturação a frio passou mais um ano em barril de carvalho com algumas infusões de framboesa e uma segunda fermentação com brettanomyces, atingiu o seu auge.
  • Wilhelm BA (Kumpel): provei a Wilhelm tradicional no Boteco do Raoni. Trata-se de uma receita incomum no RJ (weizenbock) muito bem executada. Estou curioso pela versão BA.
  • Rarité (Thirsty Hawks): Thirsty Hawks brinca de fazer cerveja barrel aged boa. Confio no talento dos cervejeiros para essa farmhouse ale maturada em barris de carvalho francês que haviam sido utilizado para vinho branco de uvas chardonnay.
  • 4 Blés envelhecida por 4 anos no barril (Bodebrown): uma Belgian Dark Strong Ale sensacional da Bodebrown, porém com o pequeno detalhe de ter sido envelhecida por 4 anos em barris de madeira. Ansioso para conferir o resultado.

Dica bônus: se você não tem raivinha da Ambev, recomendo a Bourbon County e a Guanabara Wood Aged. Duas cervejas incríveis.

Enfim, sei que beber 45 cervejas não é tarefa fácil. Afinal, mesmo com doses de 100ml, temos um total de 4,5L de cervejas em sua grande maioria complexas e com alta graduação alcoólica.

Portanto, não encare a sua lista (aquela que você vai fazer) como um dever a ser cumprido.

Vá ao festival, curta as cervejas com calma e o que não der para provar fica para uma próxima oportunidade.

Um grande abraço do Rique e vamos beber!

Imagem: divulgação Mondial de La Bière.

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