#ViagemComCerveja | San Diego – parte I (AleSmith)

Em junho de 2016 viajei com a Larissa para dois lugares que estávamos sonhando há algum tempo: Los Angeles e San Diego. Los Angeles, para mim, por dois motivos especiais. O primeiro era que a minha tia Karen mora por lá e eu já não a visitava há muitos anos e o segundo era que é perto de San Diego.
Mas por que San Diego? Muito provavelmente você que está lendo esse post com o título “#ViagemComCerveja – San Diego” já sabe, mas faço aqui questão de explicitar: trata-se da capital mundial das Session IPAs, APAs, IPAs, Imperial IPAs, Stouts, American Double Stouts, Russian Imperial Stouts e tantos outros estilos que moram em um lugar especial no meu coração.

O mais difícil foi que, por estarmos um pouco apertados de grana, acabamos pegando apenas duas diárias de hotel e, por isso, só teríamos dois dias úteis para conhecer as cervejarias – o de chegada e o seguinte. Diferentemente dos dias disponíveis para se realizar as degustações, a quantidade de cervejarias a serem conhecidas era vasta: há mais de 100 cervejarias/brewpubs espalhados pela cidade.

Após conversas com amigos que já haviam visitado San Diego, decidimos conhecer nos 2 dias que tínhamos disponíveis 6 cervejarias: Alesmith, Ballast Point, Green Flash, Modern Times, Pizza Port Brewing e Stone Brewing Co. QUE MISSÃO!
Fomos exatamente na ordem acima. Então, sem mais delongas, vamos à primeira parada da viagem: a digníssima e talvez melhor cervejaria (spoiler alert!): ALESMITH.

Chegada a AleSmith: a primeira cervejaria da viagem!
Chegada a AleSmith: a primeira cervejaria da viagem!

AleSmith Brewing Company
9990 AleSmith Ct, San Diego, CA 92126, EUA
alesmith.com

Chegamos à cervejaria que fica em uma área industrial chamada Miramar e a experiência já começou bacana com o visual totalmente diferente do que costumamos ver nos brewpubs aqui no Brasil. Trata-se de um galpão enorme em que fica a fábrica com seus fermentadores também enormes e ainda o bar com mesas em formato de barril, decoração fascinante, lojinha e tudo mais.

Pois bem, primeira rodada, tudo perfeito. Pedimos um “Flight” – aqui chamamos de régua de chope – e pudemos perceber o nível que seria a viagem já no primeiro gole. Bebemos as seguintes: X extra Pale Ale, San Diego Style Pale Ale .384, AleSmith IPA e Numb Skull Barley Wine. Tudo muito bom, parecia a viagem que vínhamos sonhando há meses quando vamos para a segunda rodada junto a uma segunda atendente, diferente daquela que nos atendeu primeiramente, e… PAH!

– Hey, another round, please (disse eu)

– Ok. Lemme see your passport (said she)

– Errr… my passport? I have only my Brazilian ID.

– I’m sorry, but without your passport you won’t be able to drink beer here or anywhere else at the USA.

WHAAT? Eu havia deixado meu passaporte na casa da minha tia lá em Los Angeles, havia enfrentado duas horas de trajeto, gasolina, hotel, tudo pronto para curtir em paz as cervejarias as quais eu só conhecia em sonhos, quando a atendente me joga uma água no chope assim.

Como somos brasileiros, tentamos dar um jeitinho e a Larissa foi pedir a uma terceira atendente (a primeira havia ido embora!). Dessa vez foi ainda mais doloroso. A atendente chegou a encher um pint da Nut Brown e outro da Wee Heavy, quando veio a malfadada pergunta: your passport please? Larissa tentou explicar, mas o resultado foi trágico: Nut Brown e Wee Heavy jogadas na pia ralo abaixo!

Nessa hora confesso que bateu um certo desespero. Mas, novamente, brasileiro que é brasileiro não desiste. E lá fui eu falar com a gerente, enquanto a Larissa me esperava na parte de fora. E depois de explicar toda a situação detalhadamente e contar que trabalhávamos com cervejas aqui no Brasil, finalmente consegui resolver o problema. Estávamos liberados para beber o que e o quanto quiséssemos! E ainda ganhei um pint de Nut Brown Ale por conta da casa pela confusão, hehe. Isso que é dar a volta por cima! Certo que tive que gastar muuuuito a minha lábia e meu Inglês, mas valeu ABSURDAMENTE a pena.

Balcão da AleSmith e suas MUITAS torneiras.
Balcão da AleSmith ao fundo e suas MUITAS torneiras.

Aqui fica a dica, galera: NUNCA deixe de levar com você o seu passaporte quando for beber nos EUA. Não interessa se você tem cara de velho ou novo, eles levam as regras muito a sério por lá.

A área externa da AleSmith era uma atração à parte. Quando chegamos, o cheirinho dos pretzels já ganharam a atenção da Larissa. Do lado de fora, lá estava a carrocinha de pretzels, algumas mesas, um food truck e duas barraquinhas de comidas dividindo o espaço com pessoas que conversavam animadas e jogavam um jogo meio estranho de atirar travesseirinhos, tentando acertar uma espécie de “gol” do lado adversário. Ah, detalhe: era uma quinta-feira, bem no meio da tarde, e estava cheio.

Sentamos em um dos banquinhos e, depois de toda a saga para conseguir nossa próxima rodada, começamos finalmente a relaxar e apreciar a nossa Nut Brown Ale e a Wee Heavy. Que cervejas! Pedimos em uma das barraquinhas de comida uma espécie de Chilli vegetariano para acompanhar que estava maravilhoso, diferente de tudo que já tínhamos provado até o momento. Pedimos ainda a APA, Imperial IPA e deixamos para o final o repeteco daquela que é a grande estrela da AleSmith na nossa opinião: a Speedway Stout!

Já tínhamos provado essa cerveja em outro momento da viagem e estávamos ansiosos para repeti-la! Um Imperial Stout intensa, pretinha pretinha, com uma linda espuma marrom, 12% de teor alcoólico, notas de café, chocolate e um pouco de baunilha, daquelas que não tem como não se apaixonar. E, sem dúvidas, não tínhamos como deixar a AleSmith sem levar conosco uma garrafa dessa belezinha e uma tacinha de lembrança do lugar.

Dessa forma, nos despedimos da primeira cervejaria da viagem. Continue acompanhando o Cerveja Mestra para saber como foi o resto da viagem!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *