#ViagemComCerveja | Festival Brasileiro da Cerveja de Blumenau

Tudo começou em 09 de março de 2017, quando embarcamos para Florianópolis, de onde partiríamos no dia seguinte para o Festival Brasileiro da Cerveja de Blumenau, o maior da América Latina.

Essa foi minha primeira vez no evento e a primeira coisa que me chamou a atenção foi o horário de abertura: 19h! Como assim? Para quem está acostumado aos eventos do RJ – inclusive o Mondial de La Bière, que é gigantão – esse horário é esquisito. As coisas aqui costumam começar mais cedo e durar mais. Confesso que me deu uma tristezinha quando soube, pois a minha intenção era ter bastante tempo para degustar tudo que eu queria e, para dar conta disso, eu precisava de alguns bons intervalos para água e comida.

Enfim, fizemos o que era possível em relação a esse “problema” do horário: tentamos chegar bem cedo. E, lá para as 20h (ok, não é TÃO cedo assim, mas foi o que deu pra fazer), entramos pelo Parque Vila Germânica em direção aos pavilhões que abrigavam as dezenas de stands do Festival.

Área com mesões, bem em frente a um dos palcos.

Validamos nossos ingressos, pegamos nosso copo – de plástico – e fomos comprar o dinheirinho do evento para finalmente dar início aos trabalhos. O lugar era gigantesco, ainda estava relativamente vazio e o som já estava rolando. As doses variavam de 100 a 300ml. Como a intenção era degustar o máximo de cervejas possível, combinamos de pedir apenas doses de 100ml. Doses maiores só seriam toleradas em casos excepcionalíssimos.

Quem já veio ao Mondial de La Bière deve saber que alguns stands ficam com filas gigantescas ao longo do evento e, pensando nisso, escolhemos a Bodebrown, que costuma bombar por aqui, para ser nossa primeira cervejaria da noite. Escolhemos duas cervejas da Wood Aged Series: a Montfort Red Flanders, uma sour com um incrível equilíbrio entre os sabores azedos e amadeirados, e a Saison Au Cabernet Barrel, que apesar de seus 7% ABV, é um cerveja que desce leve com um suave toque de vinho. Começamos muito bem, podemos dizer.

Agora, uma triste notícia: eu cheguei a começar a anotar tudo que eu estava bebendo, mas inacreditavelmente parei nas duas primeiras.  Pois é, como blogueira eu sou uma ótima bebedora. Juro que não foi porque eu fiquei bêbada no primeiro copo! Sei lá, acho que estava empolgada e me distraí com tanta informação. Afinal, é uma cerveja melhor que a outra a cada passo que você dá nesse evento.

O stand para o qual eu e o Henrique estávamos mais ansiosos era sem dúvidas o da Seasons. Amamos essa cervejaria em todos os sentidos possíveis! A identidade visual, a vibe, a criatividade dos caras, as vaquinhas e, principalmente, as cervejas. Provamos a Celsons, uma saison, e a Tilt, uma session IPA – que eu AMEI!!!

Ah, essas vaquinhas <3

Logo depois, voltei ao stand deles para provar a Loverboy, uma Gruit Ale. Essa era de longe a cerveja pela qual eu estava mais ansiosa! Para quem não sabe, o gruit é um mix de ervas e especiarias usado nos primórdios cervejeiros para dar aromas e sabores à cerveja, antes da descoberta do lúpulo como ingrediente. Diferentão e ousado, não? Pois é. Eu estava louca para provar essa breja e ela não me decepcionou. A cor era quase rosada, meio turva. Pouco carbonatada, com um final quase salgado.  Achei uma experiência incrível, pois sempre que lia sobre o gruit nos livros ficava imaginando como seria.

Essa é a linda Loverboy!

Depois da gruit, fui ao que me interessava: stouts! Quem me conhece sabe que eu AMO stouts e, apesar do protagonismos das sours no festival, as stouts estavam muito bem representadas em diversos stands. Pelo que me lembro – que vergonha – provei a Tupiniquim Pecan, Tupiniquim Manjar Negro (simplesmente uma delícia, quase uma sobremesa), Seasons Fã Coffee (dos deuses!), Seasons Cirilo e a Dum Petroleum Amburana (me decepcionei bastante nessa, a amburana para mim ficou quase imperceptível).

Ainda na vibe cerveja + café, mas falando de cerveja clara agora, um rótulo que ganhou meu coração foi a Hop Arabica da Morada, uma American Pale Ale com café. Deliciosa, aromática e refrescante como uma boa APA deve ser, mas com notas de grãos de café frescos tanto no aroma como no sabor. Fico aqui desejando ela de novo desde aquele dia.

Na Seasons, ao longo do Festival, ainda provamos a NEHS, uma Double IPA deliciosa até para mim, que não sou fã do estilo; Holy Cow #2, a preferida do Henrique, e a X-Bacon, uma RauchBock baconzuda para fãs de cerveja defumada – que não é meu caso, sinceramente.

Também tomamos uma Catharina Sour Sun of a Peach diretamente da terrinha e degustamos o fruto de uma parceria bem interessante: a Capivara Lover, colaborativa da Dogma e Blumenau. Para fechar a série “novidades e lançamentos inéditos”, provamos a primeira cerveja do projeto OverLab, da cervejaria carioca OverHop, a Nelson Sauvin, uma American IPA.

A Capivara deu as caras por lá e nós obviamente tietamos.

E, amigos, sinto informar, mas é tudo que lembro. Na próxima, quem sabe, deixo o entusiamo um pouco de lado e lembro de anotar tudinho. Mas, no geral, achei o Festival Brasileiro da Cerveja muito bom e pretendo voltar com certeza. A vibe é ótima, a música também e tem um monte de novidade e cerveja exclusiva que você só vai encontrar por lá.

Para fechar, algumas dicas para curtir melhor o Festival Brasileiro da Cerveja:

  • Antes de ir, dê uma olhada nos expositores e faça uma listinha de tudo aquilo que você quer provar;
  • Organize as cervejas das mais suaves para as mais intensas;
  • Siga a lista;
  • Se você quer manter nítidas as lembranças de tudo que provou, opte pelas doses pequenas, beba muita água o tempo todo e não se esqueça de comer;
  • Aproveite o triste fato do copo do evento ser de plástico e compre um copo de alguma cervejaria da qual você é fã. As cervejarias do Sul costumam ter copos de cristal da marca Cristal Blumenau, que são de ótima qualidade;
  • Fique atento para não quebrar o seu copo depois de algumas doses (parece difícil, mas nós conseguimos).
Fim de evento, duas cervejas na mão, foto desfocada… por que será, né?

É isso, pessoal.

Cheers!

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